Games são usados de isca por cibercriminosos, tendo um aumento de 34% entre abril/20 e março/21, conforme apontamento publicado pela Kaspersky.

Durante o cenário da pandemia de Covid-19 que obrigou o mundo inteiro a fechar as portas, o número de jogadores de games online disparou e com isso também os ataques, para se ter um uma ideia, em novembro de 2020 foram identificados quase 2,5 milhões de golpes.

 

 

De acordo com a Kaspersky, o jogo mais popular usado como isca em 2020 foi o Minecraft, em 2021 o Counter Strike: Global Offensive tem superado constantemente o Minecraft como o mais usado como isca, assim como o Dota.

“Há muitos jogadores online no mundo. Isso significa que os cibercriminosos continuarão interessados no setor e, como cada vez mais pessoas estão jogando em seus dispositivos de trabalho, esta prática coloca em risco os recursos da empresa. No entanto, os jogadores ainda podem desfrutar com segurança. Eles só precisam seguir as melhores práticas da cibersegurança”, comenta Maria Namestnikova, chefe da Equipe Global de Investigação e Análise da Kaspersky.

 

Como se proteger

Desconfie de tudo o que é publicado nas redes sociais ou no YouTube, principalmente com a chancela “gratuito”

Verifique várias vezes os negócios e ofertas, examinando os perfis dos vendedores (ou compradores), lendo avaliações e estudando os sites dos fornecedores. É melhor desprender de meia hora do que perder todo o seu dinheiro.

Faça o download do jogo apenas em aplicativos e lojas oficiais ou diretamente do site do desenvolvedor.

Nunca desative seu antivírus durante o jogo. Existe no mercado muitas soluções de segurança que incluem um modo de jogo que usa poucos recursos e não interfere na performance do jogo.

Proteja as contas do jogo com senhas fortes e exclusivas e não se esqueça de habilitar a autenticação de dois fatores.

 

Ataques contra empresas de videogames

Os ataques não se limitam somente aos usuários, eles se estendem aos desenvolvedores. Entre 2020 e 2021, os ataques cibernéticos direcionados a empresas e estúdios de desenvolvimento de jogos aumentaram significativamente. Podemos citar como exemplo, os ataques sofridos pela Capcom, Crytek, CD Projekt Red, Electronic Arts (EA) e Valve.

Os criminosos utilizam diferentes técnicas como phishing, malware, ataques a aplicativos web, força bruta, entre outros para lançar seus ataques em busca de roubar informações sensíveis como dados pessoais de funcionários, documentações privadas e até mesmo propriedade intelectual como código-fonte, ferramentas de desenvolvimento, entre outros tipos de informações dos jogos com objetivo de obter algum tipo de lucro econômico.

 

Quer saber mais como se proteger, entre em contato conosco.