Nada é construído para durar para sempre – e isso é especialmente verdadeiro para hardware e software de nível empresarial. Contudo, para organizações de todos os tamanhos, a ideia de atualizar, dezenas, centenas ou até milhares de dispositivos é um pensamento ameaçador.

Entretanto, manter programas que ultrapassaram seu End of Life (EOL) ou End of Service (EOS), em tradução livre fim da vida e fim de serviço, é ainda mais perigoso, pois trata-se de uma das vulnerabilidades mais comuns e mais exploradas em ciberataques contra as organizações.

Por exemplo, embora a Microsoft tenha alertado que o Windows 7 seria aposentado em janeiro de 2020*, uma recente pesquisa da Kaspersky aponta que 22% dos computadores ainda rodam o sistema operacional.

Sabemos que a modernização de software é, em geral, uma tarefa extremamente demorada e cara, entretanto o custo de executar processos em software desatualizado pode ser ainda maior. Afinal, ao confiar em um sistema legado, coloca-se em risco a existência do negócio

 

Quando ocorre o EOL / EOS?

Ambos ocorrem quando desenvolvedor, deixa de vender, oferecer suporte ou corrigir seu software ou hardware

Alguns exemplos recentes de EOL e EOS software inclui:

  • Skype for Business Online (EOL 31 de julho de 2021) -Microsoft anunciou recentemente o início de seu programa EOL para a integração do Skype for Business com provedores de audioconferência de terceiros.
  • Windows 10 (EOL 14 de outubro de 2025) – A Microsoft anunciou que encerrará o suporte para Windows 10.
  • Skype for Business Server (EOS 14 de outubro de 2025) – Embora o Skype for Business Online seja desativado já em 2021, o Skype for Business Server permanece com uma data de extensão até 2025.
  • Adobe Flash Player (EOL janeiro de 2021) – A Adobe já não oferece suporte ao Flash Player (encerrado em 31 de dezembro de 2020 e bloqueando a execução de conteúdo Flash no Flash Player desde 12 de janeiro de 2021).

 

Identificando o sistema legado

Em geral, o termo “legado” nos dá a impressão de status positivo, como é o caso e quando falamos de obras de arte ou centenárias. Entretanto, quando se trata de software, o termo geralmente tem uma conotação negativa. E a razão para isso? Algo muito simples, ao contrário dos bons vinhos, softwares não melhoram com a idade.

Apesar de diversas definições de um aplicativo legado, o Gartner descreve apropriadamente esse tipo de software e diz que “pode ser baseado em tecnologias desatualizadas, mas é crítico para as operações do dia a dia.”

De acordo com o autor e engenheiro de sistemas da Walt Disney Company, Michael C. Feathers, em seu livro “Working effectively with legacy code”, código legado é um código sem testes automatizados. Ele completa seu raciocínio afirmando que os principais desafios dos processos legados são: débito técnico e trabalho manual. Ou seja, eles dependem excessivamente da intervenção humana e deixam a desejar nas suas configurações.

Segundo o BusinessDictionary.com, o sistema legado é um “sistema obsoleto de computador que ainda pode estar em uso porque seus dados não podem ser alterados para formatos mais novos ou padrão, ou porque seus programas de aplicação não podem ser atualizados.”

Independente de definições, é importante ressaltar que a idade do software não é o determinante para saber se ele é um sistema legado ou não, para isso precisamos observar outros aspectos, como exemplo o desempenho e eficiência, conformidade com requisitos de negócios modernos, compatibilidade e integrabilidade, segurança e custo de manutenção.

 

Como saber quando é hora de modernizar seu sistema?

  • É lento e pesado, falha e não funciona como esperado;
  • O sistema não é mais suportado pelo fornecedor/fabricante;
  • Falta de mobilidade, depende do dispositivo local;
  • Incompatibilidade com sistemas de software modernos;
  • Uso excessivo de hardware;
  • Seu software requer treinamento extensivo e/ou habilidades especiais para serem usados;
  • O software não resolve mais seus problemas;
  • Falta flexibilidade e não acompanha o crescimento do negócio;
  • Não é escalável;
  • Possuí falhas de segurança;
  • Custos operacionais são altos e o de suporte e manutenção ainda maiores.

 

Custos ocultos de sistemas legados

Um dos principais fatores ao decidir substituir ou manter sistemas legados é determinar o custo. Todavia, como identificar os custos ocultos de sistemas legados?

Listamos abaixo alguns custos oculto que deve ter em mente.

 

  • Custos de manutenção – Este parece ser o mais fácil e obvio, uma vez quem em sua maioria trata-se de renovação de licença e há uma fatura a cada ano, seja do fornecedor original ou de algum distribuidor. Contudo você já calculou seu custo com troca de peças de hardwares, por exemplo? Ou com o tempo que seu TI leva para resolver problemas de softwares que não recebem mais atualizações do desenvolvedor?

 

  • Custos ambientais – Na maioria das vezes, um novo sistema capaz de realizar uma determinada tarefa será menor, acarretando um menor consumo de energia, gerando menos calor do que um sistema legado. Exemplo mais comum de redução de custo ambiental que vemos é a migração do ambiente local para nuvem, onde com a modernização pode não apenas diminuir os custos de energia, mas também permitir o downsizing das infraestruturas de refrigeração.

 

  • Custos de pessoal – Quanto mais antigo for um sistema legado, mais difícil será encontrar alguém com conhecimento necessário para operá-lo e mantê-lo. Portanto, de duas uma, ou você terá um custo alto para manter um funcionário que já tenha o conhecimento ou irá ter o custo alto para trazer um funcionário de mercado com ele.

 

  • Custos técnicos – caso não assuma o custo pessoal, permitindo que o conjunto geral de habilidades da equipe diminua com o tempo e o déficit técnico seja acumulado isso poderá resultar em crises, contas de consultoria ou ambos.

 

Como modernizar sistemas legados?

Após ler e entender todos os pontos do sistema legado vem uma grande questão: como implementar essa transformação sem interromper as operações da organização?

A atualização de um software legado vai além da escolha da ferramenta adequada, uma atualização bem-sucedida vai depender de mapeamento de processos e um bom planejamento estratégico.

Algumas organizações optam por fazer esse trabalho internamente, com uma equipe interna específica e outras optam pela terceirização ou contratação um pacote de soluções integradas, já que demanda muito planejamento e envolvimento da TI, desviando seu time de suas atividades principais.

De qualquer forma, o ideal é fazer uma transição com menos perdas possíveis encontrando soluções que preservem operações antigas e, ao mesmo tempo revitalizem os processos.

Por todo o exposto, podemos concluir que os sistemas legados são um grande desafio na rotina das organizações, e a medida que as tecnologias avançam, é preciso garantir fluidez e segurança às operações corporativas. Avalie o caminho mais sustentável e coloque essa substituição em prática quanto antes.

 

Para garantir uma estratégia bem desenhada de implementação e planejamento, conte com um parceiro de tecnologia confiável, entre em contato conosco para uma avaliação do seu sistema.